Prevenção

O aforisma popular de que é melhor prevenir do que remediar é uma verdade inconteste e presente em todas as medicinas. No entanto, ao sairmos da generalidade do dito popular e examinarmos o que significa prevenir, ou melhor ainda, qual a estratégia de prevenção, veremos profundas diferenças entre as várias perspectivas médicas.

A medicina oficial construiu o modelo do check up, que, de um modo sintético, é a busca na profundidade do organismo de uma lesão no seu inicio. Para tal, utiliza intensivamente os métodos de imagens (RX, ultrassonografias, tomografias, ressonância magnética, etc.), para surpreender as neoplasias, e os métodos gráficos, na análise cardiológica. O exame clínico tradicional tem ficado em razoavel desuso.

Independente da estratégia usada para surpreender a lesão, o fato é que a medicina oficial tem também o seu modelo preventivo baseado no aparecimento da lesão tecidual.

Este é o ponto de crítica levantado pelas medicinas funcionais. Elas dizem que a fase da lesão já constitui uma fase avançada do adoecimento e que, antes disso, houve um longo período de desequilíbrio funcional que deveria ser diagnosticado e tratado com chances maiores de sucessos. Ou seja, o tempo que orienta o check up estaria bastante defasado.

Na verdade, estudos epidemiológicos não conseguiram ainda provar a eficácia preventiva do check up tal como hoje praticado (uso intensivo de examens complementares). Este modelo de check up é uma invenção da medicina dos EUA, que tem lá as suas razões economicoculturais para tal, mas vários paises não os acompanham neste aspecto. O sistema médico da Inglaterra, por exemplo, tem grande resistência ao check up, e tem outra abordagem da ação preventiva.

Ao centrar a ação preventiva no processo do check up, a medicina oficial tende a ocultar e, consequentemente, manipular questões fundamentais para a verdadeira medicina preventiva, como são as ligadas ao estilo de vida, resgatando a tradição hipocrática da daiata. Em outros artigos vamos tratar individualmente de vários aspectos envolvidos no que chamamos de estilo de vida, como os hábitos higieno-dietéticos, vicios, etc.. Nesse momento, gostaria apenas de chamar a atenção de que existem outras formas de abordar o processo de prevenção do adoecimento.

A medicinas funcionais, como o nome já diz, valoriza a diagnose das alterações funcionais do organismo, ou seja, da fase pré-lesional. Realiza um check up funcional, utilizando o conjunto de conhecimentos hoje disponíveis para tais diagnósticos: como a análise constitucional, a análise bioeletrônica de terreno, a microscopia de sangue vivo (claro e escuro), a biorressonância, a iridologia, a pesquisa de geopatia, etc., além da anamenese e exame clínico orientados para a diagnose funcional.

Por outro lado, as medicinas funcionais não adotam uma atitude passiva de se esperar o aparecimento da lesão. A partir da avaliação individual se traça uma ação ativa de suporte e regeneração, envolvendo uma série de terapêuticas preventivas como as desentoxicações, terapia dos focos, regeneracão orgânica, quelações, método Aslan, organoterapia, etc.

Temos que ter a noção de que o processo da vida coexiste com o da morte, que o processo de envelhecimento começa no momento em que nascemos. Durante o nosso ciclo de vida vamos esgotando as nossas reservas. Mas, por outro lado, sabemos do maravilhoso potencial regenerador disponivel em cada organismo, que sempre se manifesta quando oferecemos oportunidade de.

Portanto, a verdadeira prevenção deveria estar baseada na preservação das nossas reservas vitais e na pronta ação terapêutica preventiva no início do desarranjo funcional.