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Água - o Terreno da vida Biológica

A tradição médica empírica sempre buscou identificar características individuais que pudessem indicar fragilidades ou possibilidades de adoecimento. A medicina homeopática tem oferecido uma série de modelos classificatórios do que ela chama de Constituições.

A tendência constitucional na Homeopatia se inicia com a teoria miasmática de Hahnemann e recebe contribuições diversas de seus seguidores. De uma maneira sintética, a medicina constitucional hoje articula a teoria miasmática com os padrões de patogenesia do remédio homeopático. Essa a bordagem é também chamada de terreno constitucional.

A concepção de terreno admite que o processo de adoecimento nada mais é que a evolução do desequilíbrio de determinado terreno. Assim, seria possível identificar as alterações de terreno e atuar preventivamente.

A noção de terreno está fortemente arraigado à pratica da medicina francesa (terrain). Não é por acaso que o conhecimento centrado na abordagem do terreno veio em grande parte como contribuição dessa medicina.

Talvez, a mais decisiva contribuição da medicina de Terreno veio com os estudos do Professor francês L C Vincent, em torno de 1948. Este professor catedrático da Escola de Antropologia de Paris, ligada à Faculdade de Medicina , especialista em Hidrologia, abordou a questão do terreno sob o ponto de vista da água orgânica. Ou seja, ele simplesmente pontuou uma questão irrefutável, qual seja: o ser humano (e demais seres vivos) é composto, em síntese, por células banhadas em água. Desse modo, a água seria, na verdade, o terreno biológico. A partir dessa concepção o Prof. Vincent se lança no estudo de como avaliar o "terreno água" do organismo. Após anos de pesquisa ele conseguiu estabelecer parâmetros para se avaliar adequadamente a água orgânica.

O Prof. Vicent e seus colaboradores concluiram que a análise de três fatores fisicoquimicos, chamados de fatores frônicos ou bioeletrônicos: pH (avalia o eletromagnetismo), potencial redox (rH2 - avalia a eletricidade, doação e perda de eletrons) e resistividade elétrica (característica dielétrica, avalia a quantidade de sais/osmolaridade) dos líquidos orgânicos, oferecem informações inestimáveis sobre a qualidade desses líquidos. E, uma vez de posse desses dados, se poderia inferir não apenas sobre o terreno, mas também, indiretamente, sobre a função dos órgãos/células.

Hoje em dia, tal abordagem do terreno é conhecida como Análise de Bioterreno de acordo com o Prof. Vincent ou Análise Bioeletrônica do Terreno. Onde se faz a medição do pH, rH2 e resistividade de três líquidos orgânicos (sangue, saliva e urina). Esses dados são colocados em um programa de computador que faz uma série de cruzamentos levando-se em conta o peso e a idade e, ao final , nos revela uma série de informações extremamente sensíveis para a análise do estado atual do terreno biológico.

O acúmulo de informações obtidas com a análise do Bioterreno de acordo com Vincent, não tem deixado nenhuma dúvidas sobre a importância do alimento água na manutenção da saúde, bem como da participação da agua de má qualidade no adoecimento. Os estudos de cruzamento entre qualidade de água consumida em várias cidades francesas (1962-1974) e a mortalidade proporcional, são demonstrações inequívocas do acerto das tese do Prof. Vincent.

O que seria uma água potável ideal?

O pensamento médico oficial dá destaque apenas às condições bacteriológicas da água e se esquece ou ignora os demais ítens. Prova disto, é a insistência na forte adição de cloro sem qualquer consideração dos conhecidos efeitos sobre o organismo.

O cloro adicionado tem um forte efeito oxidante, fazendo com que a água passe a ser uma doadora de eletrons.

Ora, uma das grandes funções da água orgânica é justamente servir de receptora, de condutora das reações bioquimicas intra e extracelular.

A ação dos radicais livres (eletrons não pareados resultantes das reações de produção de energia celular) está no centro da etiologia das doenças crônico-degenerativas, inclusive o câncer. O organismo criou mecanismos complexos e eficientes para neutralizá-los. Na base desses mecanismo esta a água coloidal. Se a água orgânica está oxidada, ela repele os radicais livres e este ficam soltos para lesarem a mitocôndria, o DNA e a parede celular. Assim, qualquer tratamento antioxidante tem que levar em conta a qualidade da água ingerida.
Uma boa água deve ter um pH entre 6,3 e 7,2, um rH2 entre 20 e 25 e uma resistividade ( r) acima de 6000 Ohms.

As medições que realizamos na água da CEDAE servida em Niterói, revelaram resultados de pH e r dentro de valores muito bons, mas, com a adição pesada de cloro perdemos a qualidade de uma água muito boa na sua origem (mananciais), com os valores extremamente elevados de rH2, na faixa de 36 e até mesmo acima de 40 (grande oxidação, doadora de eletrons).

Temos que sair do que chamo julgo do pensamento químico-pasteuriano a dominar o conhecimento sobre a potabilidade da água, e incorporar uma série de antigos e novos conhecimentos, entre eles, por exemplo, os malefícios da adição de cloro (tanto maior quanto maior a dose) e flúor. Mas, infelizmente, aqui entre nós, adicionar cloro e flúor é sinal de progresso e preocupação com a saúde publica, como aliás também o tem sido o processo massivo de intoxicação via as grandes campanhas de vacinação.

Não existe qualquer dúvida, hoje em dia, de que o cloro participa da gênese do câncer de bexiga, favorece a disbiose (alteração da flora intestinal), levando a infecções por fungos e virus, além da oxidação do organismo. Muitas cidades européias estão substituindo, ou já substituiram o cloro pelo ozônio.

Outro aspecto que precisa ser bem salientado, é sobre a salinidade da água, avaliada pela medida da resistividade, ou seja, quanto maior a resistividade menor a quantidade de sal.

Perdemos a noção de que podemos ingerir grandes quantidades de sais pela água. Os sais inorgânicos sobrecarregam o organismo, aumentando o seu grau de salinização. Segundo muitos estudiosos, o processo de envelhecimento nada mais é que o processo de salinização do organismo. Para muitos deles, a arteriosclerose (endurecimento) tem intima relação com a ingesta de sais inorgânicos de cálcio (água dura, que não faz espuma). As pessoas que usam água de poço, mesmo artezianos, devem ter muito cuidado. Toda água subterrânea da região de Niterói, por exemplo, é rica em sais de cálcio e ferro, e não deve ser consumida sem o tratamento adequado.

Os estudos sobre grupos populacionais que possuem grande longevidade, revelam que todos eles ingerem "água de alto valor biológico", obtida pelo desgelo das geleiras. Assim, ingerem água levemente reduzidas, com alta resistividade elétrica e baixo conteúdo em deutério (isótopo do hidrogênio).

Os estudos baseados na análise de Vincent, dão grande destaque à salinidade da água e aconselham o consumo regular de águas com resistividade maior que 6000 Ohms, ou em torno de 20000 Ohms na terapêutica de doenças degenerativas.